terça-feira, 26 de junho de 2012

Interno

Menina moça de havaianas e calça jeans dança aos 20

dois a dois

Criatividade rompendo barreiras

Silêncio abstrato

A poesia faz falta, quando falta

grandezas do amor

Sentadinhos na varanda
fazem do amor algo miudinho

dia a dia

Inconscientemente

adentramos nossas entranhas da consciência

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Irmão

Quando eu era criança, não sabia dividir. Meu maior medo ao frequentar a casa dos meus amigos era ter que conviver com seus pequenos irmãozinhos. Aquelas criaturinhas monstruosas que ali viviam também... eles eram escandalosos, choravam, destruíam a casa e qualquer coisa que aparecesse pela frente; Mordiam, chutavam e assim segue a lista das bizarrices infantis. Essas manias de crianças que nós adultos não entendemos, mas, que na cabecinha deles deve haver um motivo, por mínimo que seja.

Eles são pequenos e estão descobrindo nosso mundo. Eu cresci, virei adolescente e recebi uma notícia aos 16...lá vai :

-Filha, você vai ter um irmãozinho!

Naquele exato momento meu coração parou de bater, parecia que eu não conseguia mais respirar...todas aquelas criancinhas teimosas , destruidoras, choronas, ranhentas, compulsivas por bala, de mãos e pés gordinhos vieram de encontro ao meu pensamento. A Náusea de Sartre me tomou por completo, eu estava perplexa! Após 16 anos minha mãe, grávida? Era uma mudança radical em nossas vidas, e foi.

Foram longos 9 meses a espera do destruidor, que demos o nome de Ulrich. Antes eu relutava, não achava fofo, mas, por incrível que pareça, aquela criança pequenininha que vivia dentro da minha mãe só se mexia quando eu botava a mão em cima da barriga. Por algum motivo estranho ele gostava de mim, talvez porque eu o amasse em segredo. Chutava, chutava, chutava! Eu gostava dele, ele tinha dedinhos, adorava ver os dedinhos nas ecografias.
Nove meses depois ele chegou, eu estava lá, apreensiva, querendo saber como ele era, se ele ia chorar...mas, minha relutância me deixava meio de escanteio.

- 'Nasceu'. Obviamente eu fiquei feliz, mas, logo retruquei ' ah, é? e ...ele tem todos os dedos?' - 'Quer ver?' ' Quero'. Lá fui eu, conferir se ele tinha realmente todos os dedinhos, os quais eu contei arduamente ..ecografia por ecografia, durante longos nove meses de espera!
Na verdade, eu queria mesmo era dar uma olhadinha nele, será que ele ia sorrir, chorar? Será que nossa ligação ia se dar logo de primeiro momento? Mas, usei a desculpa dos dedinhos e fui... Ele era grande e quieto, sem choro e não tinha cheiro de neném (eu achei que ele ia tomar um banho) era bonitinho! Sorri ao vê-lo, mas  não deixei de contar os dedinhos, tanto das mãos , quanto dos pés!

Hoje faz 3 anos que a criancinha que nasceu cheia de gosma branca veio ao mundo... Chuta, bate, cospe, teima, cheira bala, tem mãos e pés gordinhos...mas, a grande diferença agora é que ele é meu irmão e o meu amor por ele é incondicional, não sei como seria se ele não estivesse aqui fazendo parte da nossa família... O gostar se tornou amor compulsivo diário, daqueles que a gente não vive sem, que faria qualquer coisa, tiraria força de onde não tem.

Ulrich...eu ainda conto seus dedinhos pela manhã, mas, é só uma desculpa para te ver antes de ir para a aula. Confesso que você tem cheiro de bala de morango!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

necessidade

a gente tenta,

faz arte fazendo arte.

de alguma forma a gente tenta e se ajeita

domingo, 15 de abril de 2012

Poeminha do Namorado

Ela é vermelha e branca,eu sou preto e verde
Ela é aquarela, eu sou guache
Pintamos tudo quando nos abraçamos

Luis Fernando

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Poeminha Sujo

Me puxou pelo cabelo

encaixou e mim.

Gemidos ecoavam pelo ar!

domingo, 8 de abril de 2012

sexta-feira, 23 de março de 2012

To vendendo Poesia

Poesia do
Olhar
Em
Sintonia
Intima
A venda

das pequenas coisas perdidas

E poesia não está só nos versos

Está na vida, na fotografia, no beijo, no abraço...

Na chuva, no sol, no fogo, no mar

Em mim e em você!

vida - da vida

Eu ando...

apenas escrevendo Elegia.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Bailamos - das certezas

Seu olhar no meu olhar

Seu sorriso no meu sorriso

Sua mão com a minha mão.

Seu corpo com meu corpo

Nossas músicas ecoando

Nossos filmes resaltando

Nossos livros despencando...

Nosso amor de cada dia, sem pressa...

Nossa estranha maneira, de se ajeitar

Nosso caso eterno dançando pelo ar.

Prestes a se concretizar!


Felicidade minha, para você (:

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Poesia - das poesias

Quando a poesia me bate na porta
Eu geralmente a deixo entrar.

Vem sempre bem vestida, de sorriso estampado.
Porém há dias em que meu turbilhão de emoções
não consegue se organizar.

Eu não a deixo nem argumentar
Fecho a porta bruscamente sem pena nem remorso.
'Saia daqui, não quero mais te amar'

Mas a vida sem amor é bruta e nada gentil
tudo fica sem libertinagem
E quem é que vive sem a maldade?

Fazer poesia de amor é 'fácil', rimamos, rimamos, rimamos...
Aí sim está feita a obra prima
que arranca suspiros e sonhos dos hermeneutas.

Mas, fazer a poesia de amor com amor não é nada fácil
O poeta sempre vai pensar que falta...
vai querer mais, vai exigir mais, vai imaginar mais.

Essa é a vantagem de se escrever, você sai e permanece em si ao mesmo tempo
Eu adoro belas histórias, mas, eu gosto mesmo é do texto sujo, mal educado
que chega sem pedir por favor e flui constantemente!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Colo - das certezas

sua calma

me acalma

minha calma

é sua calma!

Nós - das certezas

Eu poderia deitar em você
e ver a chuva cair.

Ver cada chuvisco dançar pelo asfalto
comemorando a felicidade de São Pedro.

Enquanto eu e você admiramos o silêncio da noite
apenas com o filme
e o sorriso!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Colorindo - das certezas

É alguma coisa no sorriso
Alguma coisa cheia de mistério

É a maneira de me olhar, a forma de se mover, a forma de me mover.
A maneira de se encaixar, de se entrelaçar
de entender o passado e acima de tudo o respeito.

É assim, pela escolha da melodia,
Pela escolha do ajeitar.
A maneira de acariciar,
A forma leve de falar...

A maneira infantil nas perguntas, o jeito de me segurar, o jeito de nos segurar. e assegurar!
a forma de alisar meus cabelos, de me abraçar e deitar.
É assim, entre milhares de formas, a forma certa...
de calma e paz.

A maneira das histórias, dos animaizinhos, dos sorrisos, das besteiras,do nada e do tudo, ao mesmo tempo.

Não tem como definir essêncialmente em plavras, tento chegar o mais próximo possível, mas, nunca vai ser tão exato.
Na verdade, não há necessidade de tantas definições!

O sentimento é bom, basta!
Porque toda a vez que eu olho lá no fundo desses teus olhinhos infantis e crescidos ao mesmo tempo eu penso que eu poderia ficar ali parada, apenas me perdendo e me reencontrando.

É assim, sem longas enrolações, muito menos pressões.
É assim, para se viver e sentir, calmamente, da maneira mais leve possível, sem cobranças e confinamentos.

Você trouxe a caixa de lápis de cor, obrigada!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Constelação - das certezas

Fico sentada no banco dos desejos
Atirando moeda as flores que brilham e exalam todo seu carisma
em meio a essa noite clara.

Sou amiga das constelações e faço delas meu refugio errante.

Confesso a Lua como é que pode, uma única coisa te fazer tão bem
Assim, dessa maneira : Leve, Inocente, Tranquila, Calma.

Que não pensa em corbranças, muito menos em longos planos futurísticos.
Se perdendo e se encontrando, imadiatamente.


Não atropelar o mundo.

diversidades - das certezas

E diversas vezes eu me vejo

me perdendo...

no seu sorriso

ou em qualquer outro gesto bobo, que pertença a você!

domingo, 22 de janeiro de 2012

novo vento - das certezas

São os relampeijos e dejavu's

O vento passa por entre o corpo

e cabelos!

Deitados eles sabem

de todas as suas verdades!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

reflexão

de vagar....devagar. divagando!

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

perdidos em si - das dúvidas / Parte I

As nuvens desenham o céu

Eu desenho o papel

e viso uma alegria.

Constelações cativam os olhares

O mundo não perdeu a forma métrica do sentir

Nós perdemos...

A Humanidade perdeu dentro de si, sucumbiu ...

a melhor rima, a melhor métrica, a melhor estrofe.

O sentimento perante a simplicidade das coisas,

as coisas simples.

Uma flor desabrochando,

Um sorriso cativando

Um beijo que diz mais que qualquer palavra.

Transformamos tudo que pudesse nos machucar

em máquinas.

Amar é maquinal,

Sofrer não está na lista.

O sorriso amarelo estampado é a regra número um.

Faz parte, para quê mudar?!

As pessoas tornaram as coisas assim,

Elas substituem pessoas,

substituem sentimentos

substituem tudo que puderem substitir

inutuitivo das certezas

A verdade

por entre

linhas!

entre as

entrelinhas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Felicidade, da certeza!

Meu medo dormiu,

Eu cantei diversas vezes belas canções de ninar
No entanto ele continuava ali...Forte, Invicto, Cheio de si!

Eu tinha medo
Medo do meu medo.
Medo de me trancafiar
De não conseguir ver a beleza nas coisas perdidas
Coisas simples
Sorrir,Caminhar,Fotografar,Abraçar,Beijar,Conversar.

O flautista veio e me deu um conselho,
'Durma seu medo, por favor'
No começo eu o desafiei
Ele não tinha tal direito
Era meu medo e não dele...

Depois de longas delongas eu nanei meu medo

Entre, sinta-se em casa. Toque algo, para nós...
Com cara de felicidade, por favor!

De fazer sorrir, alma e coração!


:)

sábado, 7 de janeiro de 2012

Melodia, Das minhas Certezas!

Um começo era visto, a sinfonia tocava...ecoava!

Pensamos em caminhar Através Do Universo

Eu não sei ,então Não Me Pergunte o Porque

Ficamos perdidos nos nossos antigos Circulos

E tudo o que sabiamos era sobre Todo Nosso Amor

Voar, Voar, Voar... Assim Eu me sinto bem!

Ontem eu caminhava com os pés fixos

Hoje apenas um pensamento vive : Deixe Estar!

Tirei Uma Foto Sua

Estavamos caminhando por Campos de Morango

Iamos de Encontro ao Sol

Brincavamos de organizar uma Revolução

Observavamos os Passaros Negros

E nos perguntavamos Porque as Guitarras Choram

Deixamos a Imaginação fluir

Em seu momento de dor eu disse Hey Jude, não fique assim

Não Me Deixe Para Baixo

Estamos vendo um Céu Cheio de Diamantes

Talvez estivesse Me Apaixonando Novamente