segunda-feira, 28 de junho de 2010

Humanidade

Existem coisas que o tempo não apaga
Que o coração não esquece
Que o vento não leva

As vezes seria melhor apagar
Mas os sentimentos humanos vão além de um simples deletar
Ah,e como seria se todos esses mistérios fossem desvendados?!
A tal da graça inexistiria
O milagre do fabuloso cérebro humano seria previsível
E ai nada mais se conectaria,ou melhor, tudo se organizaria

E esses tais sentimentos humanos se tornariam obsoletos
Fora de moda
Antiguidade... Coisa rara
Talvez pudessemos criar o museu dos sentimentos, esse que geralmente guardamos no coração, mente,alma
E eles custariam uma fortuna
Eu seria frequentadora assídua

É, existem coisas que a modernidade não supera
Existem coisas pelas quais o coração ainda clama
Existem coisas que ficam bem melhores implícitas

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Para os dias de inverno

A senhora elegantemente tecia um cachecol,
Parei para espia-la.
Suas mãos firmes e macias trabalhavam sincronicamente,
E o cachecol assim tomava forma.

Era uma cor viva,
Um modelo extraorniário assim como as fábulas de Poe.
Acomodei-me na janela,
E assim que me viu, ela sorriu simpaticamente.
Senti como se fosse Maria, minha bisa;
Meu coração sentiu-se confortavel ao olhar a senhora.

Em um ato confuso ela se levantou, com um pouco de dificuldade, afirmo.
Veio ao meu encontro,
Pegou minhas mãos e não disse absolutamente nada. Apenas sorriu;

Me observou por uns dois minutos e,
Deslisou sua mão por minha face e maquinalmente retirou de seu pescoço um cachecol verde que o recobria...Era lindo e elegante.
E sem dizer nada o enrolou em mim...
Eu sorri para ela como forma de agradecimento,
Ela saiu caminhando novamente a poltrona macia, sem dizer nada...
Sentou-se e disse : 'Faz muito frio ai fora'

Vento Suave

E o vento levou
Levou toda aquela tristeza
Levou todos os maus pensamentos
E levou até meu coração.

Esse vento que não é forte, que não pressiona
É um vento manso, com um soprar bem calminho
Que encontra fácil e me faz sorrir
Me faz sorrir ao pensar que ele existe

Meu vento é leve e não me cobra
Ele é leve e sorri de mansinho
Rotineiramente sopra dentre meus cabelos e me acalma
Mais meu vento também grita e me irrita quando passa forte e me faz perder o sentido

Esse tal vento ai ajusta minha respiração
Faz meus olhos fecharem levemente, e apenas escuto seu soar
Sinto também sua leve brisa passando por todo meu corpo
Parece que assim eu me sinto mais confortável

Meu vento canta seu amor pro mim a toda hora
Eu sinto ele perto, mesmo quando está ausente
Sinto ele todas as horas, minutinhos corridos e segundos demorados
Sinto seu farfalhar lá de longe

Ele me faz dormir e sorrir
Meu vento tem nome, seu nome é Amor