quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Noite

Piedosa noite,
Que vem de encontro ao meu ser.
Piedosa és tu,
Que deixa eu me perder em tuas multiplas facetas.
Facetas doces
Facetas azedas
E até amargas.
Da mesma forma que me perco em tuas reentranças, me encontro em tua afável luz
Pois meu abrigo és tu, noite gélida e cruel
Que não aquece, nem semeia
E que apenas abre tuas portas, para os seres noturnos vagar
No clarão da Lua, e na irreverência absoluta das estrelas, caminhamos
Caminhamos...

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