quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Noite

Piedosa noite,
Que vem de encontro ao meu ser.
Piedosa és tu,
Que deixa eu me perder em tuas multiplas facetas.
Facetas doces
Facetas azedas
E até amargas.
Da mesma forma que me perco em tuas reentranças, me encontro em tua afável luz
Pois meu abrigo és tu, noite gélida e cruel
Que não aquece, nem semeia
E que apenas abre tuas portas, para os seres noturnos vagar
No clarão da Lua, e na irreverência absoluta das estrelas, caminhamos
Caminhamos...

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

busca

Não vês,
Nem os anjos quiseram dar-te o perdão.
Nem a lua em seu estado de esplendor máximo ,quis dar-te a impagável presença
E nem os pássaros,os quais eram teus amados e fiéis companheiros quiseram ficar para ver tua inexorável miséria.
Agora
Acostuma-te com as baratas e o esgoto, pois eles são teu abrigo
Pois prodígio iluminado, não existe mais.
Acostuma-se sem nenhuma mordomia
Sem nenhum abraço amigo
E sem nenhum afago interminável.
Apenas acostuma-te a viver entre os sujos, e com a ira daquele que possui ausência de begnitude.