quarta-feira, 11 de novembro de 2009

.Ao vento

Vento vem, vento vai!
Dizem que o vento move e comove, mais esse apenas estagnou.
Se for para mover que mova para o certo, pois do incerto já me cansei;
O incerto me consome, tira de mim a realidade e me faz viver na alucinação;
Ele devasta o meu querer e não move minhas vontades
E eu continuo aqui, observando tudo...
Principalmente o tempo, esse ausente tão presente, que corre sem eu saber , que não me dá bom dia, muito menos boa noite..ele apenas passa por mim como uma alma vaga;
Ele parece não se interessar pelas horas da minha vida, pelos dias rápidos que não me deram prazer, muito menos de me dar uma hora diária de reflexão.
Vento e tempo, eu lhes imploro...venham mover e me deixar ver as velhas e surradas toalhas de minha mãe se mover.
Pois assim saberei que presente estão.
Vento, tempo, pensamento, medo... Não me deixem só.

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