sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Céu

A clareza, de mãos dadas com a experiência
O desprazer, junto com o desdém do desfazer,
A vida vida perdida analisa,
O encontro, junto com o revolto aborto.
A flora, a aurora, outrora.

crédulo

Que cristo, baseado no anticristo
E com a face de Jesus Cristo,
Ousaria me dizer,
Que até nas bolhas do ferver.
Há amor!

Duas faces

Mulher errante. Amante!
Olhar perdido dentro da estante,
Dúvida precária, dúvida sanguinária,
Grito de glória. Inglória!
Inglória bem perto da vitória.
E ausente, na história.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

.Verso solto

Vó, onde as flores se esconderam?.
Eu não sei, não vejo mais cor, aroma, sabor.
Será Vó,
Que fui eu quem perdeu o fervor?
Ou quem sabe, até o clamor?
Já são 20 hs, e o tempo não passou,
Tudo estagnou,
Inclusive o útimo que me beijou.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Laço

Junto ao farfalhar das folhas lá fora,
Sinto o sussurro em minha cama,
E o sabor em minha boca;
No correr das folhas pelo terreno,
Corre tuas mão entre meus seios, pálidos e gélidos.
Tua boca bem de encontro a minha,
E pronto. Tua vida já é minha.

Bem, Vem...Viver bem

No auge da infância,
No fim da esperança
Da vida esplendorosa,
Dos quatro verbos:Amar, Sorrir, Viver, Chorar.
Quanto a viver,
Não sei bem se vivi
Bem, vem.
Vem, bem.
Vem, ver.
O bem da vida, Bem
O Bem de estar e de viver.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Do amor ao amar

No céu, réu, véu...tudo em um só papel.
Na brisa, vem marisa.
No compor ,o suor
Na decisão, vem joão
E no amor, vem calor
No mar, soprar, ventar...tudo em um só trilhar
Na maresia, se encontra a poesia
No escrever, estou a entenderNa escolha, eu vejo as folhas
Que ao cairem, me fazem sentir
Que o gostar faz....Faz o amar


Por Heitor e Bharbara.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Malandro nato

Você é diferente malandragem.
Você nasceu com o dom de viver,o dom de aproveitar, o dom de saber dosar.
Você é diferente malandragem, você sente o ar, sente o mar e até o acabar sem se lamentar .
Você é diferente malandragem.
Você consegue levar, aproveitar e até se aproximar sem se exaltar.
Você é diferente malandragem, você nasceu com amor e a dor, unidos em um só sabor.
Você é difente malandragem, quando você passa todos comentam, "eis aqui o saber cheio de ginga, prazer e desprazer".
Você malandragem, não pediu para ser assim. nasceu , se criou, e hoje entende até de amor!

Dedicado ao Guigo.

.Phudidos, o nobre!

Em algum lugar do tempo, deparo-me com phudidos.Criatura afável e de inteligência aguçada...não me recordo onde, mais em breves relampejos uma mistura de fatos vem de encontro a mim.O cárcere de onde saimos a aproximadamente 1 ano,o palácio onde as pessoas vivem aprisionadas dentro de gaiolas, onde a expressão te mata!
sim, mas eis que o caminho que nos conduzia rumo à tão sonhada liberdade mostrava-se tão inóspito quanto a masmorra. Por toda parte Phudidios era acossado por seres disformes, com pequenas cabeças, empunhando seus virtual-pets com agressividade e lascívia, enquanto outros vomitavam, pelas parcas pedras que cobriam o caminho antigo, a comida indiana ruminada há semanas em seus estômagos flácidos.

Em parceria. Bharbara e Paulo Élói.

.Pergunta

Vou te perguntar
Até onde vai um olhar?
O que se faz para gostar?
O que caracteriza o amar?
Venho lhe perguntar,
Até quando há de dar,
O momento linear
De uma prosa solta no ar?

.Assim como coca cola

Não tomei por não tentar
Mas você, você me toma sem ao menos questionar
Me toma em ato subliminar
Me ganha com um sorriso secular
Me faz afundar, apenas com o deitar

.OOOAOO

O verde do mar,
O decifrar com um olhar,
O caminhar devagar
A solução sem terminar,
O amar sem continuar,
O expressar no luar.

. Ao gauche

viva
Poetas,
Sentimentalitas.
Contistas,
Realistas.
Poetas, Contistas, Cronistas,
Não importa, todos estamos aqui, nessa sala reunidos
Apreciando uns aos outros.
Meus amigos, venho lhes falar
É um prazer sublime e real, poder desfrutar do dom que cá está!
O vento move e comove
O pensamento não abandona,
A mão é compulsiva
E a mente, é insana.
Amigos, venho lhes falar
Eu amo estar, e desfrutar, do prazer que cá está

.Ao vento

Vento vem, vento vai!
Dizem que o vento move e comove, mais esse apenas estagnou.
Se for para mover que mova para o certo, pois do incerto já me cansei;
O incerto me consome, tira de mim a realidade e me faz viver na alucinação;
Ele devasta o meu querer e não move minhas vontades
E eu continuo aqui, observando tudo...
Principalmente o tempo, esse ausente tão presente, que corre sem eu saber , que não me dá bom dia, muito menos boa noite..ele apenas passa por mim como uma alma vaga;
Ele parece não se interessar pelas horas da minha vida, pelos dias rápidos que não me deram prazer, muito menos de me dar uma hora diária de reflexão.
Vento e tempo, eu lhes imploro...venham mover e me deixar ver as velhas e surradas toalhas de minha mãe se mover.
Pois assim saberei que presente estão.
Vento, tempo, pensamento, medo... Não me deixem só.

.Perdição

Tentando decifrar o prazer que me atrai,
Para perto do teu olhar
Para perto do teu eu singular
Para perto da taça de vinho quase vazia.
Tentando entrar para dentro de você, apenas com um dizer
E ao mesmo tempo tentando não conter o prazer.
E ai, foi bom pra você?!
Susurro lentamente, após você deixar eu me perder na mesma cama que você.

.Dança de véspera

Olho na face, vejo algo além do eu
Olho no chão, procuro algo além do são
Olho pra cima, procuro um réu, ao contrário do céu!
Vejo na fase, o descaso voraz
Vejo nos dias, o dia além
Me movo, me atrapalho, me comovo!

terça-feira, 10 de novembro de 2009

.normalidade

Eu sou absolutamente normal,
Tirandoa parte que não passo por meio de postes,
Que tenho mania de tocar tudo números pares de vezes,
Que lavo minhas mãos compulsivamente,
Que não durmo de pés descobertos.

Sou normal até quando penso a quantos m/s algo está caindo,
Quando penso o estrago que ia causar se um um bi-articulado me pegasse a 150 por hora,
E impacto que teria.

Sou normal até quando penso em casar de branco,
E até por pensar que alguém vai aceitar casar comigo, vê se pode né.
Sou normal, até quando olho para o céu e penso que a lua tá feia,
Sou normal quando penso que não sou mau humorada.E
sou anormal, quando vejo que sou tudo isso

. Em algum lugar

Não saberia como começar,
Então começo pelo fim,
Nada saiu como o previsto,
O imprevisto se sobresaiu,
Eu, em ato implícito
Apenas sorri.
Então, eu sai
E em ato de ser, fui seer
Cheguei ao fim, e agora estou aqui,
Matando de tédio, quem permanece aqui.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

.Aconteça

Crie, veja, Seja
Dance , cante, esteja
Escreva, rime, entorpeça
A mente insana que esqueça
A rima perfeita, O paralelismo que conheça
O mundo que seja
Que descreva
Enquanto você, aconteça!

para o maicon.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

.roupas

Vieste para perto ,
Com uma face angelical,
E uma inocência surreal.
Eu, sem nem pensar, deixei-te entrar.
Olhou para mim,Perguntou coisas bobas,perguntou até da minha roupa
Eu, sem pensar ,lhe respondi!
E no dia seguinte sofri, pois tive que juntar todas as roupas
Pois o chão elas habitavam

terça-feira, 3 de novembro de 2009

.O que será?

Junto ao luar,
Eu saberia afirmar,
Ou até contar,
Quem sabe até dançar,
Um tango argentino a beira mar.
Talvez eu pudesse mergulhar,
E no azul piscina do mar,
Eu poderia encontrar.
Quem me dera, saber voar
Pois no longe do passar,
Assim que eu te beijar,
Eu poderei afirmar algo a mais.
E o resto, fica subliminar,
IMPLÍCITO.
"eu só falo uma vez"